Tive uma ideia!

Hoje tive a idéia de escrever um livro.

Sobre o que eu ainda não sei, mas talvez siga a estrutura deste blog, sem propósito claramente definido… E alguém leria? Boa pergunta.

A principal razão que me move é a melancolia, que tem batido forte em mim. O clima, meu namoro e ter completado 24 anos, sem nada do que possa me orgulhar, são os propulsores.

Quantas pessoas se dedicariam a ler alguma coisa do tipo?

Logo postarei um texto legal.

EU TE AMO.

Quanto tempo até dizer essas palavras?

asleep

Muito cansado para escrever. Sério, quero dormir agora, às 21:13.

Hoje é meu segundo dia de namoro. Estou feliz, mas com o medo de sempre.

Tenho medo de me decepcionar, de ficar mais inseguro… O relacionamento que tanto desejei às vezes é quase um problema, a ponto de me questionar porque que o desejei, como há algumas semanas.

Queria sentir isso passar.

sing me to sleep

Shinto

Shinto -

Este nome, Shinto, achei bonito. Não tem razão, não consciente, de estar aqui.

Este é o meu trigésimo post, sem muita razão de ser também, apenas o é.

Acho que fiz jus ao sentido da palavra Crise. Refiro-me ao sentido claro e clássico da palavra, que foi tema de um post faz um tempo. Não lembro exatamente qual. O que quero dizer é que fiz de um momento de dúvidas, incertezas e angústia, um momento de mudança e crescimento. Cresci, ao menos um pouco.

Atualizei algumas concepções .

Deixei  de preguiça e parei para pesquisar: Shinto não esta aqui por acaso, como nada ocorre mesmo ao acaso. Tudo tem uma razão de ser: Shinto, palavra Japonesa, significa “Caminho dos Deuses”. Não que esteja nesta trilha, mas estou procurando o meu caminho de redenção, e este será meu caminho dos deuses, caminho da purificação e tranquilidade interna. É o que eu sempre quis. Ainda não sei o que é isso.

Quero mais tempo para introspecção e reflexão. Quero escutar o silêncio externo… E o interno também, tão complexo (ou mais) que o primeiro.

É uma fase confusa esta que estou vivendo.

Tem de fazer sentido?

Há dias que só me consolo escrevendo, é o que resta… É o que tem para hoje.

Quer dizer, a constante é não me entender, não me compreender, então, nos dias mais agudos, talvez as palavras apontem algum sentido ou direção.

Outro dia ouvi uma expressão que me coube muito bem. O contexto é um pouco longo e difícil de explicar, mas chegou-se a conclusão que o autista joga com sua personalidade como quem tenta, constantemente, sintonizar uma rádio AM naqueles aparelhos antigos em que se gira um grande botão. E é exatamente assim que me sinto. Às vezes minha estação está sintonizada e sou capaz de produzir bem, ser feliz e me relacionar satisfatoriamente, mas não é preciso muito para desregular tudo. Aí eu percebo que sou frágil. Poderia racionalizar e justificar tudo, mas não. É fragilidade mesmo.

Então, me vejo lá, tentando sintonizar minha freqüência, que na verdade eu nunca soube direito qual foi. E isso é que é pior.

Lembro da psicanálise, que trabalha e compreende na relação. É ‘fácil’ com outros, difícil em mim. A autoanálise satisfatória deve ser mesmo o caminho para o nirvana.

Qual o prognóstico dessa situação?

Vamos aguardar para ver.

Enquanto isso, sigo me alimentando de uns momentos de felicidade e procurando uma porta ou outra. Talvez amanhã já esteja me sentindo melhor. Com um giro ou dois no botão…

’til it falls apart

Como algo que eu tanto quis, tanto desejei e busquei, pode me fazer tão mal? Quer dizer, na realidade a pergunta seria: Como eu posso fazer de algo tão desejado um martírio? Preciso ter a maturidade de assumir que não é o que eu busquei que me faz mal, e sim o que faço disso tudo.

Pensei na seguinte comparação: Uma criança que ganha um brinquedo de vidro, algo que ela sempre desejou, para logo quebrá-lo, e com os cacos, num movimento masoquista, cortar-se repetidamente para se arrepender ao ver o sangue escorrendo. É assim que me vejo.

Lembro do refrão de uma das músicas do ‘Echo & The Bunnymen’ [Bring on the Dancing Horses]:

“First I’m gonna make it

Then I’m gonna break it

‘Til it falls apart”

É um movimento que eu gostaria, mas não sei classificar. É muito mais difícil por se tratar de mim, e não dos outros. Não entendo do que se trata. Não sei também se analiso com a devida sinceridade e coragem, ou não tenho inteligência suficiente.

Acho que o meu chip não veio habilitado para certos tipos de relações interpessoais, aquelas em que a entrega deve ser um pouco maior, sem deixar de ser controlada, e os limites vão se confundindo.

Eu, para o bem ou para o mal.

Hoje quero escrever sobre uma sensação muito boa e confortável que me alcançou neste final de semana. Estou me referindo àquela sensação de que encontrei o espaço e a segurança para ser tudo o que sou: Com minhas qualidades e defeitos, sendo que algumas destas falhas são encantadoras.

Isso mesmo. Apesar de saber e ter consciência de que tenho pontos a melhorar, me apaixonei por alguns dos meus ‘podres’. Será que isso também é um defeito? – Vou pensar sobre este paradoxo narcísico depois.

Enfim, para ilustrar, vai um causo. Outro dia estava conversando com um amigo mais jovem, amadurecendo, que me disse que cortaria seus cabelos-não-tão-longos, pois as meninas não costumam gostar de cabelos assim. Quando perguntei se o penteado era para ele ou para os demais, meu amigo “contrargumentou” [neologismo] que a aparência era, notadamente, para os outros e que nosso estilo é (ou deve ser) montado para agradar terceiros.

Doeu. É uma concepção bizarra, mas não o julguei (quem sou eu para julgar) por dois motivos: Além de jovem, ele vive num mundo (nem restringirei a sociedade), que prega estes dogmas com tanta força e, ao mesmo tempo, sutileza, que sequer notamos.

Já em outra situação, fui recriminado por uma amiga justamente por fazer algo que gosto muito, e não é ofensivo a ninguém – posso garantir –, na companhia de pessoas que eu deveria, supostamente, ‘impressionar’. Mas que pessoa seria digna da minha presença e interesse se ao lado dela tenho de abrir mão do que sou, das coisas que gosto, para conquistar? Que tipo de relação sólida e sadia, seja de amizade ou amor, começa com a supressão do ser e estar?

Enfim, neste final de semana, fui o que sou em todos os sentidos imagináveis. Conversei, observei, agi e respeitei, tudo a minha maneira. E como recompensa, tive meu coração tocado por uma pessoa especial, o que acabou sendo mais significante de que tocá-la, de alguma forma, também. Ficamos juntos e foi muito gostoso.

Estou viciado em constatações já muito batidas e clichês, mas esta é forte e relevante: Uma pessoa tem de gostar de você pelo que você é, e você o deve ser desde os primeiros minutos para valer a pena.

Na ‘arte da conquista’, muitas pessoas mascaram seus hábitos, desejos e ansiedades para se aproximar e criar vínculos. E o que fica instituído então é a dualidade: De um lado está o que ‘você é’, e do outro aquilo que ‘você consegue ser’. A principio pode até ser cômodo, útil e funcionar, mas logo estes dois opostos entraram num embate feroz e nada saudável.

E assim que as projeções de um relacionamento se desmancham (pois as datas de validade deste produto são bem breves), quando passa a ser incômodo suprimir desejos e hábitos, e o eu verdadeiro quer se manifestar, o que sobra? Resposta: A amargura de um relacionamento onde ambos guardam a sensação terrível de que não se conhecem… E o fato é que, na realidade, essa sensação chega próxima de ser verdade.

Tudo isso é muito marcante nos nossos dias.

Já constataram que a maior fuga, da grande maioria das pessoas, a nível de expressão, é precisar se esconder para poder se mostrar? Note bem: “Esconder para poder se mostrar”. Essa acaba sendo a tônica. É a supressão da sociedade e a vitória final sobre o indivíduo. O cenário de ‘1984’, para quem conhece, não é tão distante assim. No máximo, é um pouco diferente.

Bom, que texto enorme. A felicidade do domingo me contagiou mesmo. Nunca havia escrito tanto assim para este blog [que só eu, e mais alguns perdidos, acompanham].

Hoje posso dizer que estou feliz.

Crise e desespero com princípio ativo

Não lembro onde, nem como, mas descobri a real acepção da palavra Crise. Achei lindo: A palavra Crise, na realidade, deriva de termos que significam Oportunidade, Limite e Evolução. Poxa, é demais. Do começo ao fim, me estimula a perguntar: Como algo que remetia a oportunidade e evolução, com o tempo, ganhou transtornos de dor e caos? Será que, na realidade, a marcha humana, dotada de personalidade própria, transforma oportunidades em caos?

A análise seguinte vai variar de opinião a opinião, mas acredito que no limite de situações-chaves, no limiar do surgimento de novas oportunidades e mudanças significativas, as sociedades (quase) sempre fizeram a pior escolha. A transformação de oportunidade em desespero, como no caso da palavra crise, é o próprio retrato da humanidade, e pensar nisso me deu muitas idéias, mas tenho dificuldade em organizar devaneios, os meus e de outras pessoas.

De início, lembrei da tendência natural do ser humano a comunicação e expressão, em todos os sentidos, em todas as vertentes. Até manifestações “bizarras”, como sintomas psicopatológicos são fontes ricas, embora dolorosas, de comunicação. É uma porta incomum, mas larga e abastada para quem estiver pronto e disposto a acessá-la. Afinal de contas, é um engano muito fútil, e comum, atribuir ‘burrice’ à loucura. Poucos se deram conta de que para fantasiar, para viajar e alcançar realidades totalmente alteradas e fantasiosas é necessário muita inteligência e capacidade. Essa constatação nem era para ser novidade. – De verdade, sem querer ser Marx: Num mundo onde as relações materiais são imensamente valorizadas, as relações humanas puras e desinteressadas, e constatações simples como esta, acabam se perdendo.

Como relacionar as tendências ao desespero e expressão?
Talvez o texto esteja enfadonho e carente de sentido pragmático, mas para falar sobre desespero e expressão, lembro de Kierkegaard e seu livro, que já me foi mais interessante, “O Desespero Humano”. Nele, o colega fala do cunho essencial do ato de se desesperar, e como o desespero, nobre e distinto, transpassa nossa existência e essência. Ainda acho que, até certo ponto, o desespero deve ser um pouco mais louvado e compreendido.

O que sinto agora é uma vontade sem sentido de mudar o rumo do texto. Estou com minhas idéias em conflito, coisa que não acontece menos de duas vezes por minuto no meu dia-a-dia.

Prometo que os próximos textos não serão meras perdas de tempo e com menos ‘princípio ativo’.

Mal aê.

Em branco

Estou trabalhando e estudando muito. Ficou complicado.

Agora já tenho várias idéias do que escrever. Mas ao passo que entrou a inspiração, saiu o tempo. Agora, por exemplo, estou indo dormir. O cansaço é implacável. Entretanto, estou feliz. Trabalhar, quando se expande as perspectivas, é muito agradável, além de render um bom sustento.

Quando parei para pensar e ler, adquirindo a noção da própria realização da criatividade como trabalho, tudo ficou um pouco mais interessante. É um exercício que recomendo.

Outra coisa que me move: Objetivos bem delimitados. O pensamento que mantenho fixo é o seguinte: É por meus filhos que ainda vão nascer, é pela mulher que ainda vou amar e me casar, que acordo ás cinco da manhã. Cada hora de trabalho me aproxima mais alguns metros do meu ideal de felicidade, que é ter minha família, sendo um pai de família exemplar.

Deixando de lado esse último parágrafo que me deixou nu, e voltando ao blog que só eu – e alguns desconhecidos misteriosos – visitam, vou firmar uma linha: Quero homenagear Monet, Van Gogh, Willian Blake… Também renderei uma homenagem a loucura e suas peculiaridades. Vale a pena.

Hoje estou mais feliz, diferente de quando comecei a escrever aqui. Queria dizer um “amém”, para sacramentar este momento, mas melancolia e niilismo são os meus combustíveis, e eles nunca ficam muito tempo ausentes.

Quanto de masoquismo vai na balança?

Sem inspiração

Mulher, tu és Sereia. Só de encantos.

Mulher da cintura para cima, e assim seduz.

Não lida com o amor, não sabe senti-lo.

Não pode fazer um homem feliz.

Tua sina é marcada:

Canta, atrai e mata.

 

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